A Carcinicultura não gera empregos e nem contribui para a economia regional?

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Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade de Illinois (USA) fez uma análise dos impactos socioeconômicos causados pela carcinicultura em dez municípios nordestinos dos Estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Utilizando matizes de insumo-produto, eles calcularam os impactos diretos e indiretos sobre o emprego, renda e arrecadação municipal. Suas conclusões foram que a carcinicultura impacta positivamente de forma direta, indireta e induzida a renda municipal e o nível de vida da população.

De forma direta gera renda (soma da folha salarial e as outras despesas do município), participa com os impostos municipais por meio de alvarás e impostos sobre serviço (ISS), além de produzir empregos para milhares de trabalhadores.

De forma indireta a renda gerada faz parte de um mecanismo que incrementa o comércio local, demanda produtos necessários para o consumo da atividade, dentre outros impactos, e em consequência de todo esse acréscimo monetário ocorre o aumento do PIB municipal, com o desdobramento na demanda de bens e serviços em prol da habitação, serviços de saúde e educação, alimentação e outros fatores de melhoramento da qualidade de vida da população.

Fonte: Guimarães, Iveraldo. Livro Mitos e Verdades sobre o Cultivo de Camarões Marinhos no Brasil.